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André Bastos
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Protagonista da linha Nexo, a estrutura metálica contínua foi pensada a partir do vocabulário do modernismo, especialmente o design europeu dos anos 1930–1950, quando a estrutura deixava de ser escondida para se tornar parte do gesto formal. A generosidade dos volumes estofados, com formas arredondadas e proporções acolhedoras, desloca a peça de um rigor estritamente racionalista para um território do conforto do modernismo brasileiro, em que o conforto e a ergonomia suavizam a ortodoxia funcional, aproximando o objeto do corpo e do tempo do descanso. O desenho sugere uma síntese entre Bauhaus e pós-modernidade: a lógica estrutural é explícita, quase gráfica, enquanto o estofamento cria uma presença tátil, quase escultórica. A leve separação entre assento e encosto reforça essa ideia de camadas, permitindo que o ar, a luz e o olhar circulem — recurso típico do design que valoriza leveza visual sem abrir mão de conforto.